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VACINA ANTIALÉRGICA – UM TRATAMENTO DE EXCELÊNCIA:

A imunoterapia é o tratamento preventivo para impedir as reações alérgicas provocadas por substâncias como ácaros da poeira caseira, emanações de bicho de estimação, fungos-do-ar, polens, veneno de abelha, formiga lava-pés...

A imunoterapia ou vacina antialérgica é feita aumentando gradualmente as doses da vacina. O aumento das doses faz que o sistema imune se torne menos sensível ao alérgeno e reduza os sintomas da alergia. A imunoterapia reduz a inflamação característica dos processos alérgicos, ou seja, diminuí o processo inflamatório que acompanha a asma e a rinite alérgica.

Antes de iniciar o tratamento, o alergista faz uma história clinica detalhada da alergia para identificar quais fatores desencadeiam as crises alérgicas e quais os fatores agravam as crises. Dessa maneira seleciona os alérgenos que serão usados para fazer os testes alérgicos cutâneos.

A cada ano mais de 50 milhões de americanos sofrem com doenças alérgicas. O valor estimado de alergia nos Estados Unidos é em torno de 9% a 16%, sendo a maior a prevalência de rinite alérgica que aumentou substancialmente nos últimos 15 anos. E no Brasil não é diferente.

UM POUQUINHO DE HISTÓRIA

As vacinas antialérgicas estão sendo utilizadas há 95 anos. Freemann e Noon foram os primeiros que utilizaram na hipossensibilização (vacina antialérgica). Leonard Noon em 1911 na Inglaterra fez com sucesso o tratamento da rinite alérgica. Noon usou extrato de pólen de grama e aliviou os sintomas dos riníticos durante a estação de polinização.

Desde então o interesse pelas vacinas antialérgicas aumentaram, e de acordo com AAAI (American Academy of Allergy and Immunology) atualmente 33 milhões de doses de vacina são aplicadas a cada ano nos Estados Unidos.

33.000.000 doses ANO
2.750.000 doses MÊS
91.666 doses DIA

A tecnologia de produção das vacinas antialérgicas melhorou muito nos últimos anos. Em 1998 a OMS (Organização da Mundial da Saúde) reconheceu pela primeira vez que a vacina antialérgica é o único meio de tratar a causa da resposta alérgica. O trabalho foi coordenado pelos professores J.Bousquet (França), R. Lockey (Estados Unidos) e H.J. Mailing (Dinamarca).

INDICAÇÃO DA IMUNOTERAPIA

A vacina antialérgica é indicada nos pacientes portadores de alergias mediadas por anticorpos IgE, os quais são detectados por meio do teste alérgico cutâneo e do RAST (exame de laboratório). As principais alergias em que se pode usar a vacina antialérgica são rinite, conjuntivite, asma, tosse crônica...

  • Tratar a causa e modificar a evolução da alergia. Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Diminui a possibilidade de novas sensibilizações;
  • Os efeitos prolongados da vacinação diminuem ou impedem a progressão da alergia;
  • Reduz o uso de medicamentos;

IMUNOTERAPIA NA RINITE ALÉRGICA

As alterações na mucosa e na bioquímica da secreção nasal ocorrem após o tratamento com a vacina diminuindo as substâncias que desencadeiam as crises alérgicas. E ainda diminui o fluxo de células inflamatórias responsáveis pelo componente tardio da rinite alérgica, o nariz entupido.

Diversos estudos americanos mostram que a vacinação anti-pólens reduz os sintomas e a medicação utilizada no tratamento do alérgico quando comparado com o grupo controle. O efeito antialérgico persiste durante e depois do tratamento.

IMUNOTERAPIA NA ASMA

A asma é uma doença multifatorial. Exercícios físicos, poluentes domiciliares e industriais, mudança de tempo, infecções virais, medicamentos (AAS), corantes artificiais, emoções, tabaco e material particulados são fatores importantes que podem desencadear crises de asma. Sendo os alérgenos os maiores desencadeadores de crises de asma.

Nos Estados Unidos estima-se que 90% das crianças alérgicas apresentam asma, sensíveis aos ácaros da poeira de casa (52% dos pacientes), descamações de animais (29%), polens (20%), fungos-do-ar (14%) e baratas (7%). No Norte do Paraná estima-se que 70% são sensíveis aos ácaros, 25% a baratas e os demais alérgenos em torno de 5%.

A vacina antialérgica diminui as crises de asma e o processo inflamatório, melhora a função pulmonar e diminui a necessidade de medicamentos.

ALGUNS DADOS A SEREM CONSIDERADOS

  • 30 a 40% dos riníticos têm asma, e 75% dos asmáticos têm rinite;
  • A sensibilização alérgica e a inflamação não respeitam a divisão artificial entre vias aérea superiores e inferiores;
  • A rinite alérgica na infância não tratada traz o risco de o paciente assintomático tornar-se asmático, ou seja, a vacina antialérgica reduz significativamente esse risco;

CONTRA-INDICAÇÃO

Paciente com as seguintes doenças, condições ou que estejam tomando certos medicamentos:

  • Dor no peito (angina) ou ataque do coração (infarto do miocárdio) recente;
  • Pressão alta não controlada;
  • Medicamentos usados para tratar glaucoma, enxaqueca ou pressão alta (propranolol, timolol..., captoril, lisopril...);
  • Deficiências do sistema imune (AIDS, doenças malignas...);
  • Doença auto-imune (lupus, doença inflamatória intestinal...)
  • Doença pulmonar crônica;
  • Asma instável ou sem controle;
  • Dificuldade de comunicação física e/ou mental;

Avise seu médico se tiver qualquer das condições acima, elas aumentam o risco de morte.


EFEITOS COLATERAIS DA IMUNOTERAPIA

Os efeitos adversos mais comuns na imunoterapia são de pequena monta e consistem em dor, edema (inchaço) e vermelhidão no local da injeção. 10-15% dos pacientes apresentam reações no local da aplicação da vacina.

Pacientes que apresentam risco maior são aqueles em uso recente de corticosteróides, hospitalização ou emergência com crise de asma. No caso do paciente com crise de asma espera-se sua recuperação. No caso de paciente em crises asmáticas constantes requer avaliação mais detalhada e esquema especial de vacinação.

Raramente as pessoas submetidas ao tratamento com vacinas antialérgicas apresentam reação que ameacem a vida como choque anafilático. A imunoterapia antialérgica requer supervisão medica.

SEGURANÇA DA IMUNOTERAPIA

Revisão na literatura médica americana mostra a ocorrência de fatalidades relacionadas à imunoterapia. Num período de 25 anos ocorreram 24 mortes, ou seja, menos de uma por ano. Outro estudo mostrou que entre os anos de 1945 - 1987 ocorreram 40 fatalidades em 42 anos.

A maioria das mortes ocorreram em asmáticos, e muitos desses pacientes tinham asma instável durante o período em que receberam a imunoterapia.

Os dados obtidos na literatura mundial e em particular na americana mostram que o risco é muito menor do que o número de vítimas fatais ocorridas no trânsito no Brasil.

A imunoterapia é um procedimento seguro e efetivo no tratamento das alergias mediadas por IgE. Com o uso apropriado da vacina antialérgica raramente ocorre reação sistêmica.

DURAÇÃO DA IMUNOTERAPIA

A imunoterapia antialérgica deve ser feita até que o paciente fique sem sintomas por pelo menos 1 ano.

AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO

  • A verificação da evolução da imunoterapia antialérgica é feita por meio da avaliação clínica;
  • Parâmetros clínicos como sintomas e freqüência do uso de remédio são úteis na avaliação da eficácia do tratamento;
  • Os testes alérgicos cutâneos e exames laboratoriais não servem como controle da evolução clínica do alérgico;

CONCLUSÕES

  • Modifica favoravelmente a historia da alergia;
  • Maior eficácia clínica;
  • Melhora a qualidade de vida do paciente;

1- Diminui a intensidade dos sintomas do órgão afetado;

2- Diminui o uso de remédios;

3- Melhora a tolerância ao tratamento;

4- Liberta o alérgico permitindo que menino seja menino, que a mulher seja mulher e o que o homem seja homem;

FUNDAMENTOS DE IMUNOTERAPIA (VACINA ANTIALÉRGICA)

A imunoterapia antialérgica é baseada em dois princípios fundamentais do sistema imune: especificidade e memória. A vacinação é feita com o(s) mesmo(s) alérgeno(s) ao(s) qual(is) o paciente é sensível. Normalmente as vacinas são misturas de proteínas que estimulam a proteção antialérgica do organismo por meio do sistema imune.

MECANISMO IMUNOLÓGICO

A vacina antialérgica visa a produzir resposta imune-protetora do próprio organismo, ou seja, reduzir ou abolir a reação alérgica. O que devemos considerar é que o paciente já experimenta reações adversas aos alérgenos presentes na vacina. Diferentemente da vacina antiinfecciosa, quando alta concentração do antígeno é usada em dose única ou em poucas aplicações, a vacinação antialérgica se inicia com muitas aplicações de baixa concentração e por mais tempo.

O programa de vacinação antialérgica se divide em duas partes: a de concentração crescente e a de manutenção. Na fase concentração crescente, a quantidade da vacina é aumentada gradualmente durante o primeiro ano e no final desse período geralmente se atinge a concentração máxima. Uma vez selecionada, a concentração máxima e sendo bem tolerada pelo paciente será mantida durante 2-4 anos ou de acordo com a evolução do paciente: é a fase manutenção.

A vacina antialérgica é o único tratamento que modifica a resposta imune do alérgico, as evidências começam aparecer com a diminuição dos sintomas e do uso de medicamentos sintomáticos, ou seja, as crises se tornam mais fracas e mais espaçadas. Existe, porém, um pequeno número de pacientes que pioram no início do tratamento para logo em seguida melhorarem.

O aumento dos anticorpos “protetores” IgG antialérgenos coincide com a diminuição dos sintomas, contudo alguns pacientes diminuem suas crises sem aumento dos níveis IgG.

No início da imunoterapia há também aumento da IgE (anticorpo da alergia) no sangue, em alguns casos abruptamente, para logo em seguida ocorrer diminuição. Com o passar do tempo vai-se reduzindo a sensibilidade dos mastócitos (célula liberadora dos agentes desencadeantes da alergia) aos alérgenos específicos, independentemente da produção de IgE e IgG pelas células B (células produtoras de anticorpos).

A imunoterapia tem valor inestimável, pois permite o tratamento de alérgenos que são impossíveis de controlar, como polens, fungos e ácaros. Alguns alérgenos são passiveis de controle, como as descamações de animais domésticos (cão e gato), de fazenda (boi e cavalo), de laboratório (rato, coelho, cobaia) e de aves (galinha, periquito). Por isso, o objetivo da imunoterapia é aumentar a tolerância do paciente à exposição natural ao alérgeno, resultando no controle dos sintomas e na diminuição da medicação sintomática.

Vários trabalhos científicos têm demonstrado que o programa de vacinação deve ser aplicado até que o cliente fique por um período de 1 ano sem crises alérgicas. Nos tratamentos realizados com alérgenos de ácaros, polens e descamações de animais, 6 anos após final do tratamento, os efeitos benéficos da imunoterapia persistiam em 80%(média) dos pacientes.

EFEITO ANTIINFLAMATÓRIO

Pacientes tratados com a vacinação antialérgica melhoram significativamente a função pulmonar quando expostos naturalmente aos alérgenos sensíveis em comparação com o grupo controle.

Numerosos trabalhos demonstram que a reação cutânea de fase tardia foi significativamente reduzida em pacientes tratados com a vacina específica durante 4 anos (em comparação com o grupo controle), embora a reação cutânea imediata tenha-se restabelecido a despeito da melhora clínica dos pacientes.

Os efeitos antiinflamatórios da vacinação antialérgica indicam que existem alterações no comportamento das células-T helper, mudando de TH2 (célula que induz alergia) para TH1(célula que produz proteção), ou seja, diminuindo a produção de IgE específica e de eosinófilos e aumentando a produção de g-inferferon e IgG protetor específico como estímulo da vacinação.

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