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Alergias:

Está em moda dizer que se é alérgico a isto ou àquilo. Na verdade, o que queremos dizer é que reagimos contra certas situações que não são de nosso agrado. Alergias estão intrinsecamente ligadas ao sistema imunológico de cada um. Tal sistema é capaz de determinar se uma substância é estranha ao nosso organismo e disponibilizar meios de neutralizá-la.

Acontece que, em algumas pessoas que por algum motivo se tornaram mais sensíveis que as outras, essa neutralização acaba ocorrendo de uma maneira mais exagerada. Diz-se então que essas pessoas têm HIPERSENSIBILIDADE. Contudo, o termo consagrado para tal reação foi o de “ALERGIA”, que quer dizer “doença diferente”.

A alergia não pode ser descrita totalmente como uma doença mas sim um “estado reacional do organismo”, assim como a queimadura de praia, a nossa pele não se queima por ter algum defeito, e sim porque cada indivíduo tem um limite de exposição à luz solar e, quando ultrapassa este limite, a pele reage, podendo ir do simples bronzeamento até uma queimadura. O mesmo ocorre com nosso sistema imunológico, que quando ultrapassa determinado limite (que é próprio de cada um) desencadeia uma série de mecanismos, com intuito de defesa.

O problema é que às vezes estas reações acontecem em grau de maior ou menor magnitude, como falta de ar, coceira e nariz entupida, apesar de serem uma maneira de bloqueio do organismo à estas substâncias, causam-nos desconforto.

Antes de tudo, é bom saber o que é alergia. Trata-se de uma doença hereditária (transmitida dos pais para os filhos), relacionada ao sistema imunológico (de defesa) da pessoa. Se um dos pais é alérgico, a chance de o filho ser é de 20%; se os dois pais são, as chances passam a ser de 80%. Este fator sofre influências, também, da região e do ambiente onde a pessoa vive, que podem, ou não, facilitar o desencadeamento da doença, explicam os especialistas em alergia clínica e ambiental.

Segundo os médicos, no caso do Brasil, um país tropical com grande extensão territorial, as pessoas alérgicas sofrem influências de fatores ambientais inerentes a cada região, por exemplo: no sul, são registrados mais processos alérgicos desencadeados devido ao pólen que cai das flores e à alimentação. Nas grandes cidades do sudeste, como Rio de Janeiro e São Paulo, as influências são devido à poluição ambiental causada pela fumaça do trânsito, indústrias e chaminés.

Caso seja comprovado o fator alérgico – como tosse constante, dor no peito e nariz escorrendo, com freqüência –, os médicos aconselham a procurar um especialista, para diagnosticar as causas. Na maioria dos casos, as alergias podem ser controladas evitando-se o contato com as substâncias causadoras, monitorando o ambiente e eliminando os fatores externos que possam estar desencadeando o processo alérgico. O correto é tratar os sinais e sintomas da doença, para que ela não progrida. Em algumas

Conforme atesta o médico, alguns casos mais graves, como a asma não controlada e as reações anafiláticas devem ser tratadas com urgência. A reação anafilática, que pode ser desencadeada, principalmente, por picada de insetos (abelhas, vespas e formigas), medicamentos (antibióticos, ácido acetil salicílico entre outros) e ingestão de certos alimentos (como frutos do mar), tem como sintomas: inchaço principalmente da região do rosto (boca e olhos), dificuldade de respirar e tontura.

Além dos fatores genético e ambiental, o especialista alerta para a tendência de alimentos – como corantes, chocolate e leite – serem grandes desencadeadores de alergia. Ou seja, para driblar esta grande vilã, que acompanha a humanidade durante séculos, é importante minimizar os fatores de risco, procurando viver em um ambiente seco (sem umidade), ventilado (sem fungo e ácaro – parasita responsável por desencadear processos alérgicos) e limpo (sem poeira ou sujeira).

A alergia não surge do dia para a noite, ela vai aparecendo devagar. A cada vez que o nosso organismo entra em contato com uma substância que ele considera estranha (antígeno), produz um anticorpo da classe IgE. Assim quanto mais antígenos entram em contato conosco, mais anticorpos são produzidos e que vão se aderir na superfície de células do nosso organismo; células estas chamadas de mastócitos (nos tecidos: pulmão, pele, mucosa nasal, mucosa intestinal e todas demais mucosas) e basófilos (células da corrente sangüínea.

Com re-exposições aos antígenos, os anticorpos, na tentativa de defesa do organismo, através de vários mecanismos, liberam várias substâncias defensivas. Histamina e leucotrienos e vaso-ativos são exemplos destas substâncias. Ativadas, elas produzem cadeias de reações com o intuito principal de neutralizar os agentes estranhos (antígenos).

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